domingo, 20 de março de 2011

PT 840 E SEU RECALL

Nota Informativa: Foi realizado no Tiródromo, localizado no Centro de Instrução entre os dias 14 a 18 de março do corrente ano um Recall pela empresa Taurus em 1.045 (hum mil e quarenta e cinco) pistolas Mod. 840 calibre .40 recém adquiridas pela corporação sob a responsabilidade da comissão de técnica de avaliação de material bélico no âmbito da PMGO.

Da Escolha Técnica: O modelo Taurus PT 840 calibre .40 trouxe melhorias significativas para o trabalho operacional do policial militar, objeto de estudo e reivindicações ocorridas durante a realização de Seminário Nacional de Material Bélico discutido amplamente entre os técnicos das polícias militares, elencando avanços no projeto do fabricante, como por exemplo: ser a pistola totalmente ambidestra; de fácil desmontagem/montagem para manutenção e manejo; com alta capacidade de cartuchos; de fabricação do corpo em polímero e aço com acabamento teneferizado tornando-a leve, flexível e resistente ao processo de oxidação; com ótima ergonometria e facilidade para o acionamento das demais teclas de operação; permite um bom agrupamento dos disparos em média e curta distâncias; vem acompanhada de um kit de maleta contendo (ferramenta, municiador de carregadores, três carregadores, ajuste em três tamanhos para o punho (pequeno, médio e grande), entre outras.

O projeto do modelo da pistola 840 destinado ao emprego operacional fora adotado no ano de 2010 pela PMGO, em virtude da demanda de uma grande inclusão de efetivo de alunos oriundos de diversos cursos com a destinação prevista via instrução de Habilitação e através do instrumento da “Cautela Permanente”.

Da Comissão de técnicos: Durante o intenso processo de instrução e testes que fora submetida a pistola em tela, esta apresentou em alguns exemplares problemas de ordem mecânica e de funcionamento em especial o percussor que fora objeto de registro dos problemas de quebra em algumas armas, apresentados e detectados pela comissão de técnicos formado pelo comando da corporação havendo representante da Divisão de Material Bélico/CAL (Major Edson, Cap Ariel, Sgt Soares, Sd Nauber e Sd Wandervelde), do Centro de Instrução (TC Flecha), e Unidades Especializada COE (Major Célio).

Da realização do RECALL: A comissão técnica concluiu por questão de segurança e garantia do produto que deveria acionar o fabricante para que este sem custo para o Estado e para a corporação, e de caráter urgente providenciasse a substituição integral dos percussores de todos os exemplares adquiridos, haja vista que fora apresentado pelo fabricante a pedido da referida comissão, outro modelo de percussor, e desta vez para sanar o problema apresentado. Solução esta acatada pelo alto comando da corporação.

Vale ressaltar a presteza e comprometimento do fabricante (Empresa Forjas Taurus) com o produto que nesse evento agiu de pronto, assumindo o ônus da falha no equipamento encaminhando técnicos armeiros para a realização do RECALL.

Também, a PMGO age de forma profissional e inovadora, pois que uma vez formado uma comissão técnica e a partir desta detectou o problema, que por sua vez provocou a realização do RECALL em todos os exemplares de pistolas 840 recém-adquiridas, a fim de resguardar a segurança de seus operadores, qual seja, os novos policiais militares que estão à véspera de concluir a etapa do curso de formação e demais policiais militares da ativa.

Considerações Finais: Por fim, o comando da corporação acatou a sugestão de criar comissões permanentes de avaliação técnica no sentido de elaborar especificação técnica nas aquisições de equipamentos e armamento, bem como para avaliar equipamentos, armamentos e munições para fins de descargas, visando atingir a equação custo/benefício sem prejuízo da qualidade e confiabilidade destes produtos.

Quartel do Centro de Instrução, em Goiânia-GO., 18 de março de 2011.

Fonte: TC QOPM Alexandre Flecha Campos - Cmt do CIPMGO

quinta-feira, 17 de março de 2011

Nota a todos militares do Estado de Goiás



Em primeiro lugar quero agradecer a compreensão de todos e até as minhas sinceras desculpas pelo susto, mas não poderia ficar calado e parado vendo a imprensa goiana e alguns promoverem um verdadeiro linchamento a nossa instituição de 153 anos de tradição, coragem e respeito. Era sabido por mim que esse projeto jamais passaria, mas que causaria um grande reboliço e chamaria a atenção da sociedade, que mesmo com sua hipocrisia viu que nosso trabalho é essencial e fundamental, viram também que na Assembléia os militares têm representatividade, não estão órfãos, nem tão pouco são representados por comprados ou frouxos que usam a cadeira somente por salários e cargos.

Desculpem meu tom, mas acima de parlamentar sou militar, e em minhas lutas por melhores salários e planos dignos de carreira sempre coloquei os anseios da tropa em primeiro lugar. Todos os veículos de comunicação deste Estado e até do Brasil nos ouviram e viram que não somos submissos e omissos, nem tão pouco burros. Fui eleito por você, não foi para ficar dormindo no gabinete, foi para defender seus interesses, tentar acelerar anos de estagnação que nossa classe passou. Cada Parlamentar dessa casa passou a nos respeitar ainda mais, e até se assustaram com o deputado que eles chamavam de baixo clero, mas eles não sabem que juntos somos do mais alto clero.

Isso irmãos, é só o começo, vamos continuar brigando, lutando e reivindicando aquilo que nos é de direito. Uma coisa eu prometo aos senhores, poderei ser conhecido para sempre pelas minhas ações, porém jamais esquecido pelas minhas omissões. Minha defesa não foi apenas por aqueles que estão encarcerados, mas por todos aqueles que sustentam essa gloriosa polícia com seu suor e seu sangue. Nossa luta está só no começo, por isso conto com todos em nossas ações. Estou diariamente aberto para novas idéias, sugestões e criticas. Obrigado aos que entenderam nosso recado e a compreensão daqueles que não entenderam. Continuem fazendo apenas seu dever constitucional.

Major Araujo

DEPUTADO ESTADUAL

REALIDADE DA SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL!

Declaração de Delegado de Polícia do RJ

A VOZ DA POLÍCIA CARIOCA


Como Delegado de Polícia do Rio de Janeiro é meu dever moral e jurídico esclarecer ao povo carioca os motivos pelos quais enfrentamos este caos na Segurança Pública.

Em primeiro lugar, fique você sabendo que a nossa legislação permite que qualquer pessoa, independentemente de sua qualificação profissional, assuma o cargo de Secretário de Segurança Pública.

Isto significa que as Polícias Militar e Civil estão sob a direção de pessoas que nem sempre têm qualquer conhecimento jurídico e operacional para exercer sua função pública.

Isto significa também que o Governador eleito pelo povo indica o Comandante da Polícia Militar e o chefe de Polícia Civil, que podem ser demitidos a qualquer momento.

Estes por sua vez, indicam os comandantes de cada Batalhão e os Delegados Titulares de cada Delegacia, que por sua vez, são também afastados de seus cargos por qualquer motivo.

Digo, por tanto, que a Polícia Civil é absolutamente política e serve aos interesses políticos dos que foram eleitos pelo povo. Quando os afastamentos de Delegados são políticos e não motivados por sua competência jurídica e operacional, o resultado é a total falta de profissionalismo no exercício da função.

Este é o primeiro indício de como a nossa Lei trata a Polícia. Se a Polícia é política quem investiga os políticos?

Você sabia que o papel da Polícia Militar é exclusivamente o patrulhamento ostensivo das nossas ruas?
E por isso é a Polícia que anda fardada e caracterizada e deve mostrar sua presença ostensiva, dando-nos a sensação de segurança.

Você sabia que o papel da Polícia Civil é investigar os crimes ocorridos, colhendo todos os elementos de autoria e materialidade e que o destinatário desta investigação é o Promotor de Justiça que, por sua vez, os levará ao Juiz de Direito que os julgará, absolvendo ou condenando?

Então, por que nossos g overnadores compram viaturas caracterizadas para a sua polícia investigativa? Então, por que mandam a Polícia Civil patrulhar as ruas e não investigar crimes?

Parece piada de muito mau gosto, mas é a mais pura e cristalina realidade.

Você sabia que o Poder Judiciário e o Ministério Público são independentes da Política e a Polícia Civil é absolutamente dependente?

Assim, a Polícia Civil é uma das bases que sustenta todo o nosso sistema criminal, juntamente com o Judiciário e o Ministério Público.

Se os Delegados de Polícia têm essa tamanha importância, por que são administrativamente subordinados à Secretaria de Segurança e a Governadores, que são políticos?

Porque ter o comando administrativo da Polícia Civil de alguma forma serve aos seus próprios objetivos políticos, que passam muito longe dos objetivos jurídicos e de Segurança Pública.

Assim, quero dizer que o controle da Polícia Civil está na mão da política, isto é, do Poder Ex ecutivo.

Tais políticos controlam um dos tripés do sistema criminal, o que gera prejuízos tremendos e muita impunidade. Não é preciso ser inteligente para saber que sem independência não se investiga livremente. É por isso que os americanos criaram agências de
investigação independentes para fomentar sua investigação criminal.

Em segundo lugar, fique você sabendo que os policiais civis e militares ganham um salário famélico.

Você arriscaria sua vida por um salário de fome?

Que tipo de qualidade e competência têm esses policiais?

Se a segurança pública é tão importante, por que não pagamos aos nossos policiais salários dignos, tais quais são os dos Agentes Federais? Se o Governo não tem dinheiro para remunerar bem quem é importante para nós, para que teria dinheiro?

Em minha opinião, há três tipos de policiais: os que são absolutamente corrompidos; os que oscilam entre a honestidade e a corrupção e os que são honestos.
Estes tra balham em no mínimo três "bicos" ou estudam para sair da polícia de cabeça erguida.

De qual dessas categorias você gostou mais?
Parece que com esses salários, nossos governantes, há tempos, fomentam a existência das primeira e segunda categorias.

É isto o que você quer para sua cidade? - Mas é isso que nós temos! É a realidade mais pura e cristalina!
O que vejo hoje são procedimentos paliativos de segurança pública destinados à mídia e com fins eleitoreiros, pois são elaborados por políticos. Mas então, o que fazer?

Devemos adotar uma política de segurança a longo prazo. A legislação deve conferir independência funcional e financeira à Polícia Civil com seu chefe eleito por uma lista tríplice como é no Judiciário e no Ministério Público.

A Polícia Civil deve ser duramente fiscalizada pelo Ministério Público que deverá também formar uma forte Corregedoria.
O salário dos policiais deverá ser imediatamente triplicado e organizado um sério pl ano de carreira.

Digo sempre que se a população soubesse qual a importância do salário para quem exerce a função policial, haveria greve geral para remunerar melhor a polícia. Mas a quem interessa que o policial ali da esquina ganhe muito bem?

Será que ele vai aceitar um "cafezinho" para não me multar ou para soltar meu filho surpreendido com drogas? Será que não é por isso também que não temos segurança?

Fiquem todos sabendo que se o policial receber um salário digno não mais haverá escalas de plantão e, consequentemente, não haverá espaço físico para que todos trabalhem todo dia, como deve ser.

Fiquem sabendo que a "indústria da segurança privada" se tornará pública, como deve ser.
Fiquem sabendo também que quem vai ao jornal defendendo legalização de emprego privado para policiais, não deseja segurança pública e sim, segurança para quem pode pagar.

Desafio à comunidade social e jurídica a escrever sobre estes temas e procurar uma POL ÍTICA DE SEGURANÇA realmente séria e não hipócrita, como é a que estamos assistindo Brasil afora.

AUTORIZO A PUBLICAÇÃO IRRESTRITA DESTE TEXTO.
Façam um favor ao Estado do Rio de Janeiro, enviem para todas as pessoas que conhecerem.

Bel. TARCÍSIO ANDRÉAS JANSEN - DELEGADO DE POLÍCIA-DAS- DELEGACIA ANTI-SEQUESTRO

Matéria excelente.

Acho que o delegado carioca foi muito feliz no que escreveu. É exatamente por essas causas que ele expõe que, tanto lá como aqui, a segurança pública deixa muito a desejar. E nós, que fazemos parte dela, ficamos com um quinhão de culpa, muitas vezes sem merecermos.

Enquanto isso, uma grande parte dos políticos está aí, oh!...,só pensando na próxima eleição. E o povo? Ora o povo... (dizem, certamente).

Obrigado, um abraço a todos,
Jarim Lopes Roseira

Presidente da IPA-SP / IPA Brasil

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

GENERAL MARCONI



É triste a forma que (des) governos tratam o funcionalismo público, sendo um modo que colocam; professores, médicos, militares, policiais, e os inúmeros integrantes das carreiras do serviço público; submetidos a vedação salarial. Ao atraso mesmo!

Quem de nós não foi abocanhado pelos exorbitantes juros do limite do cheque especial? Com certeza, os que se programam diante da religiosidade do pagamento em dia, e que não dispõe de atividades paralelas, sucumbiram à fome predadora capitalista selvagem. Mais uma vez viramos lucros dos bancos!

Daí, o nosso General de estrelas azuis assume o comando desse Estado. Iniciam-se as medidas e reformas, duras ações preliminares de cunho político-administrativa. Resultado: mês de dezembro/2010 saldado. Herança maldita.

Janeiro se finda, e o nosso General presta contas em cadeia televisiva estadual, no dia 31/01/2011. Dentre outras, garante pelo menos 80% dos salários na mesma noite anunciada. Amenizou os impactos. Não fez favor, nem deu esmolas, e nem ouvi promessas mirabolantes... Mostrou a cara!

Não me causou surpreza, quando li no DM de 01/02/2010, na coluna Fio Direto de Taina Borela, que o nosso Governador suspendeu o próprio salário até que seja colocada a folha do funcionalismo rigorosamente em dia. Que lição iremos tirar disso? Qual seria essa mensagem, simbolizada pelo seu auto-bloqueio salarial?

Napoleão Bonaparte, magnífico General corso/francês, mais tarde Imperador, quando em uma de suas difíceis batalhas, já isolado do mundo, naquele devastador inverno de Moscou, ficou sem abastecimentos para suas tropas, e sem titubear também passou por auto-privações como forma de sinalizar a sua liderança militar e real.

O Rei Leônidas de Esparta, como General liderava seus espartanos e passava pelas mesmas dificuldades dos demais guerreiros, com um só lema: lealdade e honra! Outro ensinamento de Leônidas: ``em caso de combate, o rei é o primeiro a avançar e o último a recuar``.

General George Patton, com sua autoconfiança americana, na II-Grande Guerra, controvertido, temido pelos nazistas, também mostrou a cara e modificou toda cena de guerra, com seu avanço estratégico, realmente alterou o curso final da 2ª. Guerra, nas batalhas das Ardenas. Naquele exato dia 31/01/1944, definitivamente empurrou-se as tropas nazistas para além das linhas de frente, determinando a aceleração do fim da grande Guerra.

Duque de Caxias, General por natureza, e Marechal brasileiro por posto alcançado, acabou com a ``Balaiada``, movimento no Estado do Maranhão de 1837 , tudo por conta do seu descortino administrativo que o permeava, alicercando-o, mais tarde, na condução da Guerra do Paraguai e para a nossa vitória final em 1869.

Ciro, rei da Pérsia, libertou a Mesopotamia da tirania do rei Nabonide e pôs fim ao exílio dos judeus na Babilônia. Seus súditos o definiam como tolerante justo e bom administrador.

Resguardadas as devidas proporções, história, cultura e geopolítica, me atrevo a fazer tais comparativos que me fizeram entender as recentes ações do nosso General Marconi. Mais que um Comandante-em-Chefe das Forças Públicas desse Estado, mais que Governador dos goianos, quero resumi-lo em uma só palavra: Estadista!

Brasil acima de tudo!