domingo, 5 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ROTAM e o avanço operacional e administrativo em 2016


A mais tradicional tropa de elite de combate urbano do centro-oeste brasileiro, vem alcançando índices satisfatórios nesse ano de 2016, e como consequência se solidificando como a principal tropa de pronto-emprego de 2a malha protetora de segurança pública da Polícia Militar do Estado de Goiás.
Operando desde 1981 e alicerçada na doutrina de ROTA da PMESP apartir de 1996, a ROTAM desenvolve as suas missões especiais na região metropolitana e por ordem do alto comando se articula em todo território goiano.
Como Unidade de elite, atualmente subordinada ao CPC, a tropa RAIADA reverencia alguns baluartes que fizeram história na PMGO. Destaca-se: CORONEL ANTÔNIO MARMO desbravador do conceito de ROTAM  em 1981; CORONEL BUCAR comandante/doutrinador do BPMCHOQUE que em 1996 implantou todas as doutrinas existentes nas tropas de elite da PMGO; CORONEL EFIGÊNIO Patrono de ROTAM, que em 2002 como Comandante Geral da PMGO alçou a ROTAM como Unidade Independentemente.
Com uma doutrina forte e decisiva, a ideologia de combate ao crime é sistematizada no Curso Operacional de ROTAM_COR, onde o policial militar voluntário é capacitado nas 620h/a e 3 meses, a exercer as missões atinentes à um ROTAMZEIRO. 
Ao RAIADO, é destinada a responsabilidade de ser o vetor executor do lema de ROTAM : TERNURA CIDADÃ & DUREZA CÍVICA!
O patrulhamento tático especial e as abordagens táticas são rotinas das equipes na barca de ROTAM. Nesse sentido, a produtividade do ano 2016 até 31/12, orgulha qualquer esfera de comando na gestão de segurança pública. Nas quase 26 mil abordagens e nas 8 edições da operação MARTELO & BIGORNA, foram 246 armas ilegais apreendidas; 351 veículos recuperados; 101 foragidos recapturados, 429 prisões em flagrantes com 718 presos retirados de circulação, 44 excludentes em confrontos armados, 100 foragidos recapturados  e quase 3 toneladas de narcóticos de prejuízos ao narcotráfico. Vários grupos criminosos de roubo a residência, tráfico, veículos e de Instituições financeiras foram perseguidos e neutralizados colocados à disposição do sistema de justiça criminal.
ROTAM como polícia de resultados, também é próxima à comunidade, foram inúmeras creches, eventos e escolas visitadas ao longo de 2016, a BASEROTAM também foi aberta ao público jovem e infantil para palestras e demonstrações. Percebeu-se que a população de bem se sente protegida junto ao policial militar raiado, que mesmo bem armado e de cara sisuda sempre é invocado a tirar fotos e fazer amizades. Isso é confiança e credibilidade Institucional.
Sensível a essa vertente da Unidade ROTAM, o parlamento municipal de Goiânia, através do vereador Antônio UCHOA fez a propositura n.166 de lei, que fora instituído o DIA DO RAIO ROTAM (06 de junho de cada ano), no calendário oficial municipal de Goiânia, através da Lei n. 9.910 de 20/09/2016 promulgada pelo Prefeito Paulo Garcia.
Inovações foram feitas nas instalações da BASEROTAM, tais como a área de convivência GRÊMIO RAIADO, digno alojamento de cabos & soldados, memorial histórico de ROTAM, Berço Doutrinário de ROTAM (sala de aula) com equipamentos para aplicações acadêmicas, reformulação e padronização de armários, além, dos resgates de nossa história, dos nossos RAIADOS inativos e de nossas barcas antigas, brasões e tradições.
A sistemática de instruções de doutrina e aplicações táticas em zona hostil, junto aos veteranos, também vem sendo um diferencial nesse 2016. Manutenções em tiro, pistas táticas, aprimoramento nos diversos armamentos delineou a esfera de ensino da P/3 ROTAM.
Em 2016 fora concluídos projetos e apresentados ao Alto Comando: renovações de armamentos, 16o COR, viaturas mais evoluídas, medalha do RAIO ROTAM e projeções de implementos nas instruções diárias para tropa RAIADA no serviço diário.
A ROTAM como 2a malha protetora na segurança pública é uma Unidade de Elite escrava das Unidades de área. A ação raiada na proteção cidadã, é antes de tudo uma ação de apoio para as reduções dos índices criminais e suas manchas. ROTAM é o apoio seguro aos nossos heróis policiais militares nos 246 municípios goianos.
ROTAM: o RAIO É IMORTAL!

NEWTON NERY DE CASTILHO, é Tenente-Coronel Comandante de ROTAM

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

BERÇO DOUTRINÁRIO DE ROTAM

Hoje o BPMROTAM efetivou solenidade militar alusiva à concretização do BERÇO DOUTRINÁRIO DE ROTAM, MEMORIAL DE TRADIÇÃO ROTAM, BANHEIROS e VESTIÁRIOS DA ARENA RAIADA. Mais um capítulo da história ROTAM-PMGO foi escrito nessa data. O RAIO ⚡ É IMORTAL! ⚡💀













quarta-feira, 30 de novembro de 2016

COMBATE AO CRIME

ROTAM no combate ao roubo a bancos
Apoio PMBA
#PACTOINTERESTADUALDESEGURANÇAINTEGRADA

Em ações do #PACTOINTERESTADUALDESEGURANÇAINTEGRADA provida pela SSPGO, a PMGO/CPC/ROTAM desenvolveu as articulações para captura de grupo criminoso,que atuou em um Roubo ao Banco do Bradesco de Goiânia no dia 22/11/2016 , onde abordaram o gerente do referido banco, quando este estava chegando para abrir a agência, mantiveram os funcionários e os vigilantes sobre constante ameaça, para que passassem todo o dinheiro exigido. Essa ação foi amplamente divulgada pela midia. E a ROTAM por sua vez, não mediu esforços para encontrar os autores dessa ação criminosa. Foram realizadas várias diligências, e com o apoio de outras forças policiais, logramos êxito em encontrar o paradeiro de parte do grupo criminoso. Após troca de informações entre a ROTAM as forças tarefa de combate ao crime organizado (PF E PRF). Foi realizado contato com a PM da Bahia, onde conseguiram interceptar e abordar os individuos que estavam em um IX 35 OGS-7106 (presume-se que fora adquirido com parte da quantia roubada) na cidade de Bom Jesus da Lapa, os 05 individuos Bruno Sales Delfino Batista(Art. 121 e 157);Christian de Souza Cruz (Art. 157 foragido); Gustavo Ribeiro da Cruz (Art. 214); Victor Rodrigues dos Santos (Art. 33); Yvis Matheus Miranda Correia Silva. Onde com os criminosos foram encontrados mais de 8.000 (oito mil reais) dinheiro este proveniente do roubo, confessado pelos mesmos. Foi realizado a prisão, e de imediato as Equipes do COMANDANTE DE ROTAM, ROTAM COMANDO e ROTAM 20, deslocaram até a cidade de Bom Jesus da Lapa para fazer a transferência dos presos para a capital. Toda a logística so foi possivel ser realizada graças ao empenho de todas as forças envolvidas. Os delinquentes foram apresentados para a DEIC. RAI: 1831920.

ROTAM em ações de 2ª malha protetora de segurança pública
CONFRONTO 

Após troca de tiros com equipe de área do 2oCRPM, aonde foi localizado artefatos explosivos em um caráter geral na porta do Banco do Brasil da Av Rio Verde em Ap.de Goiânia. As equipes de Rotam intensificaram o patrulhamento tático especial, no intuito de localizar os autores que evadiram. Pelas imediações a equipe do Rotam Comando, perseguiu e localizou um dos autores que adentrou em uma residência e fez uma família de refém. O autor agrediu a equipe e veio a óbito após ser revidado a injusta agressão. Mas adiante a ROTAM 7223 em patrulhamento tático especial, visualizou um transeunte que informou ter visto 03 a 04 indivíduos adentrando em um terreno/matagal, sendo que um deles portava arma longa. ROTAM 7223 solicitou apoio da ROTAM 7217 que compareceu ao local. No local as equipes se dividiram, perseguiu e fizeram o adentramento, sendo que em determinado momento a equipe ROTAM 7223 foi agredida a tiros e revidou a injusta agressão. Foi acionado os primeiros socorros, porém autor veio a óbito. Demais infratores evadiram e não foram localizados: OPERAÇÃO EM ANDAMENTO.
Rotam Comando
RAI: 1846914
Rotam 7223
Rotam 7217
Confecção do RAI 1847269 em andamento.




sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O PROBLEMA DA MEIA-POLICIA – TEN CEL MARTINEZ

O PROBLEMA DO MODELO BRASILEIRO DE MEIA-POLÍCIA RESIDE NA SUA ABSOLUTA INEFICIÊNCIA.

Os sistemas policiais e seu funcionamento no mundo moderno nada mais são do que o resultado de todo um processo histórico e, neste sentido, é observando a história da construção do sistema policial brasileiro que se irá entender o que se tem hoje em termos de repartição do trabalho policial, de repartição do ciclo de polícia.
Diversamente do restante do mundo, a formação das polícias no Brasil foi marcada pela separação entre as atividades investigativas e as atividades de policiamento, caracterizada esta pela presença do policial uniformizado nas comunidades, exercendo um certo controle social, ligado essencialmente ao crime e a ordem pública, divisão esta que se manteve até os dias atuais.  
Ao contrário dos demais países ocidentais que possuem mais de uma polícia e que tem a repartição das funções predominantemente territoriais, no Brasil há o predomínio nas polícias estaduais de um modelo de meia-polícia, duas polícias estaduais, Polícia Militar e Polícia Civil, de ciclo de polícia incompleto, entendendo este como sendo:
[…] todos os aspectos de atuação policial, desde a fase onde se desenvolvem os atos de polícia ostensiva e de caráter eminentemente preventivo em que se objetiva inibir o cometimento de delitos, passando pela repressão criminal imediata, com ações de controle e restabelecimento da ordem, chegando-se finalmente a etapa repressiva propriamente dita, em que a ação policial se concentra no trabalho investigativo e apuratório dos ilícitos penais. 
SILVA, W. M.; LICKS, J. L.; JELVEZ, J. A. A complexidade do ciclo de polícia e a necessidade de sua execução de forma completa pelas polícias civis e militares.  In: SCHNEIDER, R. H. (Org.). Abordagens atuais em Segurança Pública. Porto Alegre: EDPUCRS, 2011, p.531-532.
O PROBLEMA DO MODELO BRASILEIRO DE MEIA-POLÍCIA RESIDE NA SUA ABSOLUTA INEFICIÊNCIA.
Os poucos estudos existentes no Brasil costumam indicar um índice de apuração de delitos que se situa entre 5% e 8% por parte da Polícia Civil, variando enormemente conforme o tipo penal ou mesmo a região estudada.
Em todo o país autoridades e policiais civis reclamam da falta de efetivo para fazer frente a crescente criminalidade e para o aumento da resolutividade vergonhosa de nosso sistema policial dualista.
E eles têm razão.
Para alcançarmos padrões internacionais de resolutividade precisamos incrementar o efetivo das polícias civis em pelo menos 200%, talvez 400%. Vou explicar a razão desses números exorbitantes, mas plenamente justificados.  
A média mundial de efetivo de pessoal de uma polícia destinado a investigação gira em torno dos 12% em relação ao efetivo total, incluído o segmento uniformizado. Pude verificar pessoalmente esses números nos EUA, França e Espanha. No Brasil,  a Polícia Civil tem em média 25% do efetivo da Polícia Militar nos estados, qual seja, o dobro da média mundial.
Então por que nossos índices de resolutividade não são tão bons quanto a maioria dos países? Simples a resposta: nesses países não existe a separação entre trabalho ostensivo e investigativo e o primeiro segmento responde por cerca de 90% da resolutividade total.
Com a separação institucional entre trabalho ostensivo e investigativo – no Brasil assume características extremamente burocráticas, sendo realizado basicamente nas formalidades do inquérito policial numa sala de uma delegacia de polícia – perde este a proximidade com a população, que mais pode contribuir na apuração dos fatos, e praticamente inviabiliza o fluxo de informações diárias e permanentes colhidas pelo pessoal do policiamento ostensivo.
É raro uma guarnição de rádio-patrulha que não disponha de alguns informantes no bairro em que trabalha, produzindo uma enorme quantidade de informações sobre crimes que raramente chegam aos policiais civis, especialmente nas grandes cidades, salvo quando nas prisões em flagrante, que consubstanciam um considerável percentual da resolutividade das polícias civis.
Ao mesmo tempo o segmento ostensivo necessita de um fluxo permanente de informações sobre atividades criminais em sua área de trabalho, sobre as investigações em andamento, para que possa contribuir em informações colhidas em seu contato diário com a população e mesmo para a preservação da ordem pública, o que o sistema dualista é incapaz de promover.
O sistema dualista também tem produzido uma separação irracional dos bancos de dados policiais.
Salvo raras exceções, em regra cada Estado possui dois banco de dados criminais, um da Polícia Militar e outro da Polícia Civil.
Num modelo em que o cidadão é orientado a registrar o crime na Polícia Civil é fundamental essa duplicidade, pois o cidadão pode ligar para a Polícia Militar, que atende as emergências pelo fone 190, e, uma vez atendido, deixar de seguir a orientação, que não é legal, pelo contrário, a obrigação é do policial militar que toma conhecimento do fato (vide art. 66, I, da Lei das Contravenções Penais).
A interação forte entre trabalho ostensivo e investigativo é intrínseco, é da natureza da atividade policial, por isso no Brasil, apesar do sistema dualista, é praticamente uniforme em todos os estados da federação a utilização de policiais militares em atividades investigativas, assim como policiais civis em atividades ostensivas, aquelas por meio dos conhecidos “P2” que atuam descaracterizados, e estas por meio da utilização de uniformes e viaturas caracterizadas, em muitas situações até realizando policiamento ostensivo.
Policiais estrangeiros que visitam o Brasil tem enorme dificuldade de entender como funcionamos com essa separação, assim como os turistas estrangeiros tem dificuldade de entender o atendimento policial, que na realidade é apenas aparente, mas produtora de considerável ineficiência.
Por ainda não termos bem claro os limites do controle externo da atividade policial e por nossa tradição de judicialização dos conflitos, a discussão em torno dos limites da atuação policial, no denominado ciclo completo de polícia, tem encontrado nos tribunais a arena para discussão sobre os aspectos da possibilidade de as polícias militares atuarem diretamente em pedidos de busca e apreensão, representações por prisão preventiva, pedidos de interceptação telefônica, na lavratura de prisão em flagrante e termos circunstanciados de ocorrência. Por outro lado, desconhecemos questionamentos na Justiça sobre a atuação ostensiva das polícias civis na Justiça.
Somente um aumento expressivo do efetivo das policias civis, diante desse cenário dualista, seria capaz de produzir números razoáveis na resolutividade de crimes, mas com emprego da tecnologia da informação e maior transparência na gestão pública – vejam o caso do PMSC Mobile na Polícia Militar de Santa Catarina –  cada dia fica mais evidente para os governos, e mesmo para a sociedade, a ineficiência do atual modelo, seja por sua baixíssima resolutividade nos crimes, seja por seu alto custo, assim, o caminho para um modelo de polícia de ciclo completo nos parece ser certo, é apenas uma questão de tempo.
O problema da meia-polícia – Ten Cel Martinez - https://www.stive.com.br/9870-problema-da-meia-policia.html
Tenente-Coronel da Polícia Militar de Santa Catarina. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (1993) e graduação em Curso de Formação de Oficiais - Polícia Militar do Estado de Santa Catarina (1987).É especialista em Direito Penal (2000), Administração de Segurança Pública (2007) e Gestão Estratégica da Segurança Pública (2012). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Preservação da Ordem Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: polícia, policiamento, ciclo completo de polícia, estudo comparado de polícia, sociologia urbana, violência e criminalidade. É membro da Associação Internacional de Chefes de Polícia - IACP. Foi Chefe da Terceira Seção de Estado-Maior da Polícia Militar de Santa Catarina (Planejamento e Operações) e Instrutor e Coordenador de cursos para a lavratura de Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCO) pelas Polícia Militares. Foi comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, cuja sede é a cidade de Balneário Camboriú, SC, Brasil, nos anos de 2013 e 2014. Atualmente é mestrando do Mestrado Profissional em Gestão de Políticas Públicas na Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI. Foi condecorado com a medalha Brigadeiro Tobias da Polícia Militar do Estado de São Paulo e com a Comenda Grande Oficial Alferes Tiradentes da Polícia Militar do Distrito Federal. É membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.